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O
Instituto de Laticínios "Cândido Tostes"
(ILCT) vem desde 1935, contribuindo decisivamente para
o permanente crescimento da indústria brasileira
de laticínios, desenvolvendo e difundindo tecnologia,
capacitando pessoal para a indústria e atividades
correlatas e formando técnicos que ocupam cargos
diversos, como professores, inspetores da SIPA/MA (Serviço
de Inspeção de Produtos de Origem Animal /
Ministério da Agricultura) gerentes técnicos
de cooperativas e indústrias lácteas, administradores
de fábricas, proprietários de indústrias
e diretores de grandes empresas no ramo de laticínios
e equipamentos industriais.
Hoje,
o ILCT possui reconhecimento, imagem e conceito positivos
junto à comunidade técnico-científica
e junto ao setor produtivo no Brasil. O seu reconhecimento
mundial estende-se a mais de sessenta países, através
dos especialistas do setor. Este sucesso foi conseguido
graças ao modelo de Ensino-Pesquisa-Extensão
do ILCT, cujo desenvolvimento foi sempre calcado na conjugação
equilibrada entre a teoria e a prática.
No
início
Em
1890, a Fazenda São Mateus, foi comprada pelo Dr.
Cândido Teixeira Tostes. Dr. Candinho, como era carinhosamente
conhecido, nascido em 05 de fevereiro de 1842, era bacharel
em Direito e foi Diretor do Banco de Crédito Real
de Minas Gerais. Homem dinâmico e inteligente, de
grande projeção no meio ruralista, implantou,
nas fazendas São Mateus e Sant'Ana, lavouras de café,
tornando-se o maior cafeicultor de Minas e por isso cognominado
o Rei do Café. A 9 de abril de 1927, falecia aos
85 anos. A escolha do nome do Instituto de Laticínios
"Cândido Tostes", seria em sua homenagem.
Entra aqui o Solar dos Tostes: na década de 30, a
Fazenda São Mateus, em Juiz de Fora, Minas Gerais,
costumava receber visitantes ilustres, entre eles, o Presidente
Getúlio Vargas e o Governador do Estado de Minas,
Benedito Valadares. Em maio de 1935, o Dr. Benedito Valadares
transferiu a sede do Governo de Minas Gerais para a Fazenda
São Mateus e lá promulgou o Decreto nº
50, de 14 de maio de 1935, criando em Juiz de Fora - MG,
a Indústria Agrícola "Cândido Tostes",
sendo este nome em homenagem aquele personagem ilustre,
antigo dono da fazenda que tanto fizera pelo desenvolvimento
da região de juiz de Fora.
Ao ser inaugurada, em 03 de setembro de 1940, já
seu nome havia sido mudado para Fábrica-Escola de
Laticínios "Cândido Tostes"(FELCT).
Também
a Fábrica Escola, sofreria mudanças.
No
dia 3 de setembro de 1956, portanto, 16 anos após
a sua inauguração, passa a denominar-se Instituto
de Laticínios "Cândido Tostes", através
da Lei 1.476, integrado à estrutura da Secretaria
de Estado da Agricultura do Estado de Minas Gerais, usufruindo
de todas as prerrogativas que o novo título possa
lhe conferir.
O Instituto adiantou-se à concepção
social de educação, vigente nos dias atuais,
que propõe a vinculação da escola ao
mundo do trabalho. Ali, esta circulação vem
ocorrendo de forma equilibrada favorecendo o diálogo
escola e empresa, pela articulação natural
entre a teoria e a prática. O aluno é o portador
que leva as tecnologias de ponta, colhidas na escola e novos
produtos ali desenvolvidos, para a empresa e dela traz as
demandas que o mercado consumidor está a exigir.
A sua infra-estrutura permitiu consolidar ainda mais a formação
especial, com destaque para o setor de estágio supervisionado.
Vale ressaltar que, grande parte deste processo deve-se
ao fato de a Instituição trabalhar em regime
de tempo integral, o que tornava possível realizar
uma carga horária com cerca de 4.900 horas/aula,
em um período de 3 anos e meio.
Em 1974, o Governo do Estado de Minas Gerais, através
da Lei nº 6310, autorizou a constituição
da Empresa de Pesquisa Agropecuána de Minas Gerais
- EPAMIG, cujo objetivo era responder pela linhas de pesquisa
no Estado, analogamente ao trabalho realizado pela EMBRAPA
- Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a
nível nacional. O Governo do Estado estava deslocando
o Instituto de Laticínios "Cândido Tostes"
da estrutura da Secretaria de Agricultura, transferindo-o
à recém criada Empresa, com todas as suas
atividades e o seu patrimônio. Assim o ILCT tinha
institucionalizado a sua atividade de pesquisa.
Os
programas de ensino e pesquisa são executados em
perfeita integração, sendo que os trabalhos
desenvolvidos pela pesquisa constituem instrumento básico
no aprimoramento técnico do ensino em laticínios.
Casamento perfeito entre duas atividades fins: Ensino e
Pesquisa, algo sonhado pela Universidade Brasileira, presente
na realidade de uma escola de ensino técnico.
A
institucionalização da pesquisa através
da EPAMIG tomou impulso rápido, pela base que encontrou
no ILCT; o espírito de pesquisa estava instalado
desde a criação, na distante década
de 30. De então, até 1980, contou-se com o
frutífero trabalho de tecnologia estrangeira, notadamente
européia, de fabricação de queijos,
manteiga e outros produtos lácteos, em que os processos
adequados às condições brasileiras,
eram de imediato transferidos à indústria
nacional.
Toda
a organização existente foi mantida guardando
integral fidelidade à sua tradição
e ao postulado inscrito na parede de entrada de seu núcleo
industrial. "Para saber mandar é preciso saber
fazer - para saber fazer é necessário aprender
fazendo".

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